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Biografia

bio

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Rita Benneditto celebra a vida desde que nasceu em São Benedito do Rio Preto, cidade do Maranhão. A origem pautou em 2012 essa nordestina de fé – criada em família de onze irmãos – na escolha do novo nome artístico. Projetada como cantora com o nome artístico de Rita Ribeiro, a artista decidiu adotar o nome de Rita Benneditto há dois anos para homenagear seu pai que se chamava Fausto Benedito Ribeiro, sua cidade natal, e para evitar problemas com homônimos. Por isso, Encanto é o primeiro disco da artista maranhense a apresentá-la oficialmente como Rita Benneditto.

Sexto álbum solo dessa cantora maranhense projetada em escala nacional em 1997, Encanto expõe a devoção de Rita à deusa música, pondo fé num som afro-brasileiro de alcance universal. Disco viabilizado pela Manaxica Produções e distribuído no mercado fonográfico pela gravadora Biscoito Fino, Encanto já traduz no título a amplitude de seu significado na carreira fonográfica da artista.

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Aos 15 anos, Rita começou a cantar em corais e seguiu participando de festivais, grupos vocais, cantando na noite em São Luis. Durante o ano que morou no Chile (1986) cantou no Coro Sinfônico da Universidade do Chile, em Santiago, onde estudava canto erudito com a professora e cantora lírica Viviana Herrera. Na volta ao Brasil, depois de ganhar o prêmio de melhor intérprete e o segundo lugar no FUMP (Festival Universitário de Musica Popular, 1987), apresentou em 1989 seu primeiro show solo, Cunhã, com direção musical de Zeca Baleiro no Teatro Municipal Arthur de Azevedo com cobertura da mídia local. No ano seguinte se mudou para São Paulo onde se apresentou em bares, casas de shows e participou de projetos da prefeitura e do Estado.

Em 1997 gravou seu primeiro CD intitulado Rita Ribeiro, com produção de Mario Manga e Zeca Baleiro. O CD e o show, apresentado em várias capitais brasileiras, deram projeção nacional à cantora maranhense.

 

Surge uma corda única na música pop brasileira
[Luís Antônio Giron]

Em 1998, assinou contrato com a MZA Music, gravadora do produtor Marco Mazzola, e ainda sob a batuta do maestro Mário Manga, lançou em 1999 seu segundo CD, Pérolas aos Povos, que recebeu excepcional acolhida de público e crítica. Neste mesmo ano, ao lado de Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Zeca Baleiro e Chico César, apresentou-se na noite brasileira do Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, e foi convidada para se apresentar no Festival Brasil-Caracas na Venezuela.

Ouvir uma cantora como Rita Ribeiro nos dá uma garantia, a de que temos mais uma grande artista brasileira para o século XXI
[Zuza Homem de Mello]

Em 2000, dando continuidade ao lançamento e divulgação do CD Pérolas aos Povos, Rita Benneditto foi convidada a participar do Festival Todos os Cantos do Mundo, dividindo o palco com Lokua Kanza, considerado um dos grandes expoentes da música pop africana. Ainda nesse ano, teve seu CD lançado nos Estados Unidos e Canadá pela gravadora Putumayo World Music, o que resultou na realização de uma turnê internacional. Os shows aconteceram entre agosto e setembro de 2000 nas principais cidades americanas e canadenses, entre elas São Francisco, Los Angeles, Toronto e Montreal, para platéias de 15 mil pessoas.

28O resultado desse empreendimento levou Rita Benneditto a ser indicada entre os melhores do mundo ao Grammy Awards 43rd, na categoria de melhor álbum de pop latino, realizado em fevereiro de 2001.

Ainda em 2001, a cantora lançou seu terceiro Cd Comigo, com produção de Marco Mazzola, co-produção dela e do parceiro Pedro Mangabeira, que representou uma mudança em seu visual e uma ampliação de seu público em todo Brasil.

 

Rita Benneditto é mutante, tropicalista, maranhense, brasileira e muito pop
[Patricia Palumbo]

 

 

 

Mas sua popularidade, sempre crescente, aumentou mesmo com o inovador Tecnomacumba, resultado de uma intervenção cultural. O show nasceu em apresentações em uma casa na zona sul carioca, virou um fenômeno independente da mídia. Rita Benneditto fez diversas temporadas de grande sucesso e levou o espetáculo para as maiores casas de show do país. Em 2005 ganhou, por esse projeto, o Prêmio Rival Petrobras de Música na categoria Melhor Show.

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Mais uma vez, o que ressalta é a voz de Rita, sua segurança simpática (isso não é fácil nem freqüente), seu timbre cheio, seus ornamentos chiques porque personalíssimos, sua nobreza maranhense
[Caetano Veloso]

Ainda nesse ano participou do Ano Brasil na França, pelo Projeto Pixinguinha, ao lado de artistas contemporâneos como o saxofonista Carlos Malta e o compositor Totonho O cabra. No Brasil foi convidada a participar das comemorações de 30 anos do Projeto Pixinguinha realizando uma série de shows pelo Brasil ao lado do cantor e compositor carioca Tantinho da Mangueira.

Em 2006 lançou o CD Tecnomacumba, gravado em estúdio com o repertório do show, com exceção das músicas Moça Bonita e Xangô, o vencedor. Mas os fãs sempre cobraram um registro ao vivo.

Paralelo a esse sucesso Rita Benneditto participa de outros projetos. Ao lado de Jussara Silveira e Teresa Cristina, idealizou e produziu o show Três Meninas do Brasil, com direção musical do maestro Jaime Alem. O espetáculo virou DVD e CD de sucesso, lançado em 2008 pelo selo Quitanda e distribuição da Biscoito Fino. Nesse mesmo ano Rita viaja, ao lado de Eduardo Dussek, com o show 100 anos de Carmen Miranda com direção musical de Luis Felipe de Lima. Ao mesmo tempo refresca seu repertório no shows acústicos.

Três Meninas do Brasil ao Vivo é um dos produtos mais saborosos da seletiva Quitanda
[Mauro Ferreira]

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Em 2009 Rita Benneditto lança em DVD e CD o álbum Tecnomacuma – a tempo e ao vivo, gravado em um grande show no Vivo Rio que contou com participação de Maria Bethânia e tem nos extras depoimentos de Alcione, Ney Matogrosso, Angela Leal e Jean Wyllys. O vídeo comemora seis anos de sucesso do projeto, que continua na estrada despertando curiosidade e trazendo cada vez mais pessoas aos shows.

Tecnomacumba – a tempo e ao vivo é uma verdadeira pérola aos povos
[Jean Wyllys]

Por esse trabalho Rita Benneditto ganhou o prêmio de Melhor Cantora – Categoria Canção Popular no 21º Prêmio da Música Brasileira.